Junho 26, 2010

Você me permite imaginar, só por um instante, que seu corpo está aqui junto do meu? Sentido as vibrações do meu pulso acelerado, desejando seu toque. Ansiando seu carinho.
Posso fingir que você me diz baixinho, lábios nos meus ouvidos, que me ama também? Que sentiu minha falta mesmo antes de nos conhecermos?
Minhas mãos inventam seus cabelos para poderem acariciar, e ouço a idealização do seu riso. Que não conheço, porém lhe asseguro que amaria de qualquer maneira que fosse.

Abril 20, 2010

Meus lábios ansiaram pelos teus desde que entenderam o que era falar de amor.

Fevereiro 08, 2010

Corra, agora.

Preciso lhe pedir um favor. Talvez o último.
Confie em mim.
Hoje prendo a meus tornozelos, correntes. Dessas que pesam o suficiente para manter-me constantemente em contato com o chão. Apertei-as bem, porém não se preocupe. Sei o que faço. E porque o faço.
Confio a tuas mãos a chave que me liberta delas.
Quero que guarde-a com cuidado. Não se desfaça dela, por mais que venha a lhe pesar. Mantenha-a sempre com você. Segura.
Agora quero que você corra. O mais rápido que puder. Para o mais longe que conseguir alcançar. Não olhe para trás. E ignore meus gritos de socorro.


Um dia, porém, você vai voltar. E quando esse dia chegar, estarei aqui, pronta para que me libertes. Para que assim eu possa mais uma vez tirar os pés do chão.
Quem sabe até voltar a sonhar.

Janeiro 23, 2010

- Eu sempre te amei.
- Eu sei.
- Então por que foi embora?
- Porque eu te amava também.

Dezembro 01, 2009

Ela estava lá. E ele também.

Seus dedos acariciavam as páginas do romance que tão cuidadosamente lia. Os olhos correndo pelas frases que no mais profundo íntimo desejava para si.
Os cabelos escuros estavam mal presos, revelando a pele branca e virgem de seu colo perfumado para ninguém em especial.
O coração ficava apertado ao deparar-se com suas palavras preferidas ali escritas. As quais a ninguém ela podia dedicar.
Ela estava lá, diariamente imersa em negativismos e romances emprestados, pensando sempre na falta de alguém para partilhar as sentenças inéditas que diariamente brotavam dentro de seu corpo.
Enquanto ele religiosamente, todos os dias, acompanhava a leitura dela; sempre esperançoso de que os olhos dela talvez um dia levantassem e pudessem finalmente reconhecer nos seus todo o sentimento que em páginas ela buscava, mas que na verdade, no coração dele residia.
E pelos olhos dela já não aguentava mais esperar.